Posso vender meu precatório?
Pode. A cessão de precatório é prevista em lei (art. 100, §13 e §14 da CF). Mas não é obrigatório vender e nem sempre é a melhor escolha. Esta página explica os trade-offs sem pressionar uma decisão.
Quando faz sentido considerar a venda
- Você precisa do dinheiro agora (saúde, dívida com juros altos)
- O precatório está distante na fila e o regime especial estendeu o prazo
- O ente devedor é histórico de inadimplência (alguns municípios)
Quando não vender
- Seu precatório já está em proposta para o ano seguinte
- Você é idoso, doente grave ou PCD — pode ter prioridade legal e receber em meses
- O deságio oferecido é maior que o custo de oportunidade do dinheiro hoje
Deságio típico
O deságio depende do prazo estimado de pagamento, da taxa Selic, do risco do ente devedor e da margem da securitizadora. Em 2025-2026, observamos faixas comuns entre 10% e 40% sobre o valor atualizado, com casos extremos de 50%+ em municípios em regime especial.
Como avaliar uma proposta
Use a calculadora de valor presente para descobrir quanto vale hoje um precatório que você receberia em N meses, dada a taxa de desconto que você considera justa. Compare com a proposta recebida.
O que checar no contrato de cessão
- Identificação completa do cessionário (CNPJ, sede, registro na CVM se houver)
- Valor líquido recebido — não confunda com o "valor de face"
- Cláusula de retrocessão em caso de invalidade da cessão
- Quem assume tributos e contribuições
- Foro de eleição